domingo, 16 de setembro de 2007

Agripino avisa que STF vai tirar mandato dos “infiéis”

O senador José Agripino obteve em Brasília - e destacou nesta entrevista à TRIBUNA DO NORTE - uma informação que vai provocar mudanças em planos de políticos, criar dificuldades para trajetórias de parlamentares e alterar bancadas das câmaras municipais e Assembléia Legislativa. Segundo ele, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve seguir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e confirmar a cassação dos mandatos dos que mudaram de partido, independente do período. Essa decisão terá validade também para os que foram eleitos pelo voto majoritário.

O aviso — e “quem avisa, amigo é”, lembra o senador — além de assustar quem já migrou deve colocar em câmara lenta os planos de quem está pensando em trocar de legenda nessa reta final do período para as filiações em tempo hábil à disputa eleitoral de 2008. Na entrevista que segue, antes de fazer o alerta sobre a tendência do julgamento do Supremo com relação à fidelidade partidária.

Abaixo, trecho da entrevista sobre esse assunto.

Estamos a 20 dias do prazo das filiações, como o DEM está trabalhando isso?
O DEM tem consciência de uma coisa: eu tenho informações precisas do Supremo Tribunal Federal (STF), que está para decidir sobre fidelidade partidária, que o Congresso não votou. E a informação que eu tenho, de boa fonte, é de que aqueles que mudaram de partido- seja em que data tenha sido - vão perder o mandato. E, não são apenas os eleitos pelo voto proporcional, mas também os majoritários. Então, a minha atitude é de cautela. Eu não tenho estimulado que venham quadros novos para o partido porque não quero criar situações de constrangimento e desespero para ninguém.

O senhor tem acompanhado os últimos atos dos pré-candidatos já visando a Prefeitura de Natal?
Recomendo muita cautela nas mudanças de partido.

A todos?
A todos. É um conselho de amigo. Eu tenho apreço por essas figuras todas. Como tenho essa informação, é meu dever colocá-la. É uma informação que se configurará neste mês. E que tem gravíssimas implicações. Eu não recomendo que ninguém nesse momento tome qualquer iniciativa de mudança de partido. Quem já o fez, já o fez. Quem está pensando em fazê-lo, eu recomendo que não o faça e aguarde a decisão do Supremo.

Fonte: Tribuna do Norte

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