Evitar a prática de ilícitos e de irregularidades na campanha eleitoral. Este foi o cunho do encontro que reunir dirigentes das forças de segurança federais e estaduais no gabinete do presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN),desembargador Cláudio Santos, hoje (04). "Nos reunimos no sentido de,preventivamente, evitar ações ilícitas como remessa de dinheiro para candidatos, fora das contas bancárias abertas para custeio de campanha, para o combate ao caixa dois", destacou o desembargador ao final da reunião. Estiveram presentes Ministério Público Federal, Polícia Federal, Rodoviária Federal,Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e juízes da zonas eleitorais de Natal. Também esteve no encontro o corregedor regional eleitoral, desembargador Expedito Ferreira de Souza, que presidirá o pleito de 5 de outubro.
As autoridades discutiram ações para coibir o uso de "dinheiro frio" para a realização de compra de votos pelo interior. Equipes de inteligência das polícias estão investigando possíveis iniciativas deste tipo. "Quem apostar contra a Justiça Eleitoral vai se dar mal, pois as polícias investigando fatos que estaria acontecendo em algumas cidades do Rio Grande do Norte. "Avisamos que haverá muito rigor na apuração de casos em que haja remessa de recursos para sustentar candidaturas", reiterou o presidente do TRE/RN.
Nos próximos dias, o Tribunal expedirá recomendação conjunta com o Ministério Público Eleitoral e a Corregedoria Regional Eleitoral no sentido de disciplinar o uso de automóveis, que estejam a serviço de candidaturas, partidos e coligações. "Esperamos que todos se comportem dentro da lei", alertou o presidente da Corte Eleitoral ao dizer que novas reuniões devem acontecer entre as autoridades da Justiça Eleitoral e das forças de segurança pública.
Fábio Venzon, procurador regional eleitoral, lembrou ao final da reunião que a prática da compra de votos ocorre nos dias mais próximos ao da eleição. "A reunião serviu para que possamos delimitar as equipes e as áreas em que elasatuarão, não podemos dizer onde estão ocorrendo as investigações", comentou o procurador. Para ele, o maior problema a ser enfrentado nas eleições é a compra de votos.
Fonte: DN Online
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